segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Dicas de Leituras

Ler é melhor que estudar?

LER É MELHOR QUE ESTUDAR?

Simplesmente ler
Ler sempre.
Ler muito.
Ler “quase” tudo
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tato, pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.
Ler verdades e mentiras.
Ler para obter informações, inquietações, dor e prazer.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.
Edith Chacon Theodoro


Ler e estudar podem ser parceiros, cúmplices, aliados. Só depende de quem, como, quando e onde.
O povo brasileiro lê pouco, quase nada e muito mal. Uma pesquisa recente ( PISA) mostrou que o Brasil foi um dos últimos classificados no quesito capacidade de leitura. O que prova o quanto se precisa investir na educação.
Ler e estudar deveriam ser entendidos como um grande investimento, cujo lucro seria o grande crescimento do país com cidadãos mais letrados, portanto, mais conscientes, mais pensantes e críticos.
Ler e estudar na escola deveria ser um direito extremamente garantido a todos.
Saber ler e estudar na escola deve ser um direito garantido pelo educador que tem a responsabilidade de ensinar, mediar, levar o aluno a aprender a aprender. Esse educador precisa ter um olho novo para ver coisas velhas de maneiras diferentes. Esse educador precisa ser protagonista do conhecimento, ser um eterno aprendiz, curioso e despertar isso no aluno. Esse educador deve ser um provocador e não deve ter receio de ser provocado. Ele deve ser inquieto, um “aguçador de nossa sensibilidade, um sujeito que amplia e torna mais complexa a nossa visão de mundo”.
O professor protagonista orienta, conduz, mas também sabe se colocar no lugar do coadjuvante permitindo que seus alunos sejam protagonistas (construtores) de seus processos educativos enquanto seres íntegros ( seres pensantes, sensíveis, sociais). Esse educador oferece instrumentos para que o aluno caminhe com autonomia. Ele pontua, interfere, ajuda a ver o que não se via antes. Ele observa, fala, ouve e aprende com o aluno.
Esse educador precisa ser um leitor de si, do outro, do mundo. Precisa aprender a ler. Precisa saber ler e conduzir os passos para uma leitura mais ampla. Precisa ser um pesquisador. Precisa ensinar a ler e a estudar.
Ler é melhor que estudar? Depende.
Para estudar é preciso saber “ler” diferentes tipos de textos e gêneros, ler nas entrelinhas, ler o contexto, interagir com o outro. Não se lê ou se estuda só na escola. (Será que isso importa?) O que importa mesmo é atribuir um sentido à leitura e ao estudo ( e à vida). Como já dizia Paulo Freire “ Um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado. [...] O que caracteriza o ato de estudar é a atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos que observamos”
Por isso, o papel do educador é fundamental! Como gerar leitores e produtores autônomos, se isto não for ensinado? Como formar leitores instigantes, que possam dialogar com o texto, interagir, desenvolver a percepção dos sentidos, questionar, criticar, saborear, se rebelar?
É preciso aparelhar os alunos para que eles tenham contacto com uma diversidade textual. “Para isso se faz necessário explicitar as diferentes estratégias de composição textual, que resultam em diferentes tipos de textos: informativos, opinativos, literários, entre outros. Mais que discutir a validade de tais classificações, importa analisar textos em sua composição, observando o contexto de sua produção, circulação e consumo. Não se pode ler um poema como se lê uma crônica ou uma notícia de jornal, embora esses textos possam estar em constante interação.”
É possível ler na escola?
É , desde que a instituição, o professor e o aluno se envolvam em projetos de leitura e escrita que façam sentido, que tenham qualidade, que sintam desejo de aprender, de buscar, de compartilhar, de dialogar, de interagir e, por que não, de sonhar.
É possível ler na escola?
Esta é uma de suas grandes e desafiantes funções.
Aprender a ler (e a escrever) é complexo e “demanda um conjunto de procedimentos de análise, reflexão”, estratégias, objetivos, estudo, tempo, propósitos,... Segundo Lúcia P. Góes, “O ato de ler é revolucionário, pois transforma o leitor passivo em leitor ativo, um co-autor, doador de sentidos”.
É possível ler na escola. É possível ler fora dela.
É preciso ler na escola e é preciso saber ler fora dela.
Saber ler o simples e o complexo.
Ler simplesmente “ler para viver”.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Leia este conto!

Leia este conto!

Um Conto de Natal Miguel TorgaDe sacola e bordão, o velho Garrinchas fazia os possíveis para se aproximar da terra. A necessidade levara-o longe de mais. Pedir é um triste ofício, e pedir em Lourosa, pior. Ninguém dá nada. Tenha paciência, Deus o favoreça, hoje não pode ser - e beba um desgraçado água dos ribeiros e coma pedras! Por isso, que remédio senão alargar os horizontes, e estender a mão à caridade de gente desconhecida, que ao menos se envergonhasse de negar uma côdea a um homem a meio do padre-nosso. Sim, rezava quando batia a qualquer porta. Gostavam... Lá se tinha fé na oração, isso era outra conversa. As boas acções é que nos salvam. Não se entra no céu com ladainhas, tirassem daí o sentido. A coisa fia mais fino! Mas, enfim... Segue-se que só dando ao canelo por muito largo conseguia viver. E ali vinha de mais uma dessas romarias, bem escusadas se o mundo fosse de outra maneira. Muito embora trouxesse dez reis no bolso e o bornal cheio, o certo é que já lhe custava arrastar as pernas. Derreadinho! Podia, realmente, ter ficado em Loivos. Dormia, e no dia seguinte, de manhãzinha, punha-se a caminho. Mas quê! Metera-se-lhe na cabeça consoar à manjedoira nativa... E a verdade é que nem casa nem família o esperavam. Todo o calor possível seria o do forno do povo, permanentemente escancarado à pobreza. Em todo o caso sempre era passar a noite santa debaixo de telhas conhecidas, na modorra de um borralho de estevas e giestas familiares, a respirar o perfume a pão fresco da última cozedura... Essa regalia ao menos dava-a Lourosa aos desamparados. Encher-lhes a barriga, não. Agora albergar o corpo e matar o sono naquele santuário colectivo da fome, podiam. O problema estava em chegar lá. O raio da serra nunca mais acabava, e sentia-se cansado. Setenta e cinco anos, parecendo que não, é um grande carrego. Ainda por cima atrasara-se na jornada em Feitais. Dera uma volta ao lugarejo, as bichas pegaram, a coisa começou a render, e esqueceu-se das horas. Quando foi a dar conta passava das quatro. E, como anoitecia cedo não havia outro remédio senão ir agora a mata-cavalos, a correr contra o tempo e contra a idade, com o coração a refilar. Aflito, batia-lhe na taipa do peito, a pedir misericórdia. Tivesse paciência. O remédio era andar para diante. E o pior de tudo é que começava a nevar! Pela amostra, parecia coisa ligeira. Mas vamos ao caso que pegasse a valer? Bem, um pobre já está acostumado a quantas tropelias a sorte quer. Ele então, se fosse a queixar-se! Cada desconsideração do destino! Valia-lhe o bom feitio. Viesse o que viesse, recebia tudo com a mesma cara. Aborrecer-se para quê?! Não lucrava nada! Chamavam-lhe filósofo... Areias, queriam dizer. Importava-se lá. E caía, o algodão em rama! Caía, sim senhor! Bonito! Felizmente que a Senhora dos Prazeres ficava perto. Se a brincadeira continuasse, olha, dormia no cabido! O que é, sendo assim, adeus noite de Natal em Lourosa... Apressou mais o passo, fez ouvidos de mercador à fadiga, e foi rompendo a chuva de pétalas. Rico panorama! Com patorras de elefante e branco como um moleiro, ao cabo de meia hora de caminho chegou ao adro da ermida. À volta não se enxergava um palmo sequer de chão descoberto. Caiados, os penedos lembravam penitentes. Não havia que ver: nem pensar noutro pouso. E dar graças! Entrou no alpendre, encostou o pau à parede, arreou o alforge, sacudiu-se, e só então reparou que a porta da capela estava apenas encostada. Ou fora esquecimento, ou alguma alma pecadora forçara a fechadura. Vá lá! Do mal o menos. Em caso de necessidade, podia entrar e abrigar-se dentro. Assunto a resolver na ocasião devida... Para já, a fogueira que ia fazer tinha de ser cá fora. O diabo era arranjar lenha. Saiu, apanhou um braçado de urgueiras, voltou, e tentou acendê-las. Mas estavam verdes e húmidas, e o lume, depois de um clarão animador, apagou-se. Recomeçou três vezes, e três vezes o mesmo insucesso. Mau! Gastar os fósforos todos é que não. Num começo de angústia, porque o ar da montanha tolhia e começava a escurecer, lembrou-se de ir à sacristia ver se encontrava um bocado de papel. Descobriu, realmente, um jornal a forrar um gavetão, e já mais sossegado, e também agradecido ao céu por aquela ajuda, olhou o altar. Quase invisível na penumbra, com o divino filho ao colo, a Mãe de Deus parecia sorrir-lhe. Boas festas! - desejou-lhe então, a sorrir também. Contente daquela palavra que lhe saíra da boca sem saber como, voltou-se e deu com o andor da procissão arrumado a um canto. E teve outra ideia. Era um abuso, evidentemente, mas paciência. Lá morrer de frio, isso vírgula! Ia escavacar o ar canho. Olarila! Na altura da romaria que arranjassem um novo. Daí a pouco, envolvido pela negrura da noite, o coberto, não desfazendo, desafiava qualquer lareira afortunada. A madeira seca do palanquim ardia que regalava; só de cheirar o naco de presunto que recebera em Carvas crescia água na boca; que mais faltava? Enxuto e quente, o Garrinchas dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra e sentou-se. Mas antes da primeira bocada a alma deu-lhe um rebate e, por descargo de consciência, ergueu-se e chegou-se à entrada da capela. O clarão do lume batia em cheio na talha dourada e enchia depois a casa toda. É servida? A Santa pareceu sorrir-lhe outra vez, e o menino também. E o Garrinchas, diante daquele acolhimento cada vez mais cordial, não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para junto da fogueira. - Consoamos aqui os três - disse, com a pureza e a ironia de um patriarca. – A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora indigno, faço de S. José.Adolfo Correia da Rocha, dito MIGUEL TORGA, poeta e prosador português (São Martinho de Anta, Trás-os-Montes, 1907 - Coimbra 1995). Fez parte do grupo de Presença, e mais tarde, dirigiu as revistas Sinal, com Branquinho da Fonseca, e Manifesto. Depois, colocou-se à margem de movimentos, mantendo posição independente. Sua Obra é uma contínua referência a mitos arários e pastoris, que o escritor carrega de simbolismo bíblico. Além de seus poemas, são dignos de nota os contos, romances, peças de teatro e diário. De sua obras, citam-se: Ansiedade (1928), Rampa (1930), O Outro livro de Jó (1936), Orfeu rebelde (1958), Pão ázimo (1931), A terceira voz (1934), A criação do mundo (1937, 1938, 1939), Bichos (1940), Montanha (1944), Rua (1942), O senhor ventura (1943), Novos contos da montanha (1944), Vindima (1941-1960), Pedras lavradas (1951), Diário (1941-1977) O quinto dia da criação do mundo (1974) e Fogo preso (1976).

O que é ler 2

O QUE É LER?

Ler é uma atividade extremamente rica e complexa, que envolve não só conhecimentos fonéticos ou semânticos, mas também culturais e ideológicos. Pode ser um processo de descoberta, uma tarefa desafiadora, ou mesmo lúdica. Porém, será sempre uma atividade de assimilação de conhecimentos, de interiorização, de reflexão. Mais que decodificação, a leitura é uma atividade de interação, onde leitor e texto interagem entre si, obedecendo a objetivos e necessidades socialmente determinados.

A leitura sempre irá depender do que a pessoa já sabe, das experiências adquiridas ao longo da sua vida. Qualquer atividade – inclusive a da leitura – se desenvolve na convivência com o próprio mundo. Um indivíduo aprende a ler quando relaciona o que lê com seu conhecimento de mundo, ou seja, com as experiências que traz em sua “bagagem”. Assim, cada pessoa terá uma leitura particular de um mesmo texto, dependendo do seu conhecimento prévio.
Cabe ao professor guiar o aluno e encorajá-lo a usar todo o seu conhecimento prévio para que possa participar ativamente do processo de leitura, utilizando seus procedimentos de interpretação de modo a interagir com o texto, em busca do seu significado.


Tatiana del Rio.

O que é ler ???

O que é LER ???

"...viajar sem sair do lugar." - Ronaldo 4a B

"É usar a mente, fortificar a inteligência para todas as matérias."
Rafael R"Ler é uma magia do planeta ,
Ler é sempre estar de bem com as palavras,
Ler é ser inteligente,
É não ligar para o que as pessoas pensam,
Ler é viajar só com os olhos e a imaginação,
Ler é estar se preparando para um novo mundo. "
Natália Pereira 4a B

" É usar a inteligência. " Aline 4a C

" Ficar mais perto das letras." Natália de Cassia 4a

" A leitura te ajuda,
te ajuda na vida,
o livro é seu amigo,
a biblioteca é sua prima."
Sou uma letrinha
que ajuda a viver,
sou o alfabeto
que te ajuda a escrever."
Ana Carolina Toniolo 4a B
" Para saber ler,
é preciso um livro,
para ter um livro,
preciso só um amigo."



"Entendimento do que estamos lendo." - Josiane 4a C

"Um modo mais fácil de aprender a ler e escrever." - Carina 4a C

"Ler é muito importante para as pessoas. Quem lê viaja, porque nós aprendemos a falar direito e nós aprendemos a pronunciar as palavras. Se você quer um bom futuro, leia bastante."
Julianny Celeguini 4a B

" É raciocinar. " - Mara Flávia 4a C

É usar a imaginação. " - Maristela 4a C

" O livro é como se fosse a estrela ursa da vida. Se você ler vai viver num mundo de emoção e imaginação. " - Larissa Miranda 4a C

" Ler é viajar no mundo. " - Odair Confella 4a B

" Ler é muito importante, porque nós aprendemos a pronunciar as palavras e aprendemos a falar melhor com as pessoas.
Tudo o que vemos pela frente podemos ler."
Elen de Cássia 4a B

Como ler Bem

Como Ler Bem
Como transformar a leitura em um ato prazeroso

Ler não é um ato mecânico, pelo contrário, deve ser um ato prazeroso completamente desligado da idéia de obrigatoriedade. Não é fácil gostar de ler. Quem não adquiriu o hábito durante a infância dificilmente se encantará a cada vez que entrar em uma livraria. No entanto, muitos já perceberam que ler é essencial para se conseguir algo nesta vida. Se você não gosta de ler, mas ao menos gostaria de gostar, aqui vão dicas que podem ajudar-lhe a se entusiasmar – ou pelo menos a suportar a relação entre você e os livros. Primeiramente é importante ter a consciência de que saber ler não significa saber compreender e este é um problema sério em nosso país. Pelo menos 38% dos brasileiros têm dificuldade em interpretar aquilo que lê. Isto é grave e deve ser combatido. Como? Com esforço próprio. A compreensão depende muito da bagagem cultural do indivíduo e é por este motivo que a maioria dos livros indica a faixa etária ideal para lê-los. Se você ainda é jovem, em torno dos 13 anos, procure livros que tenham a ver com você. Ler Machado de Assis nesta época não vai ajudá-lo a gostar deste grande nome da literatura brasileira. Cada coisa a seu tempo. Para gostar de ler é preciso ler aquilo que lhe dá prazer, mesmo que isto seja um gibi! Para criar o hábito da leitura, reserve um tempo do seu dia para praticar. Para que isto dê certo é preciso ser rigoroso, nada de dizer “ah, eu leio amanhã”. Lendo todos os dias o ato passará a ser corriqueiro e com o tempo se tornará um hábito inadiável. O ato de ler pode ser encarado como um ritual: procure um local tranqüilo, confortável e bem iluminado. Separe algo para beber e fique confortável (debaixo de uma mantinha quente ou de ar condicionado bem potente). Se você passar a ler em condições impróprias, o ato de ler pode ser associado à idéia de desconforto e aí “tchau” hábito da leitura. Na ânsia de atingir o objetivo você pode acreditar que ler vários livros ao mesmo tempo pode ajudá-lo. Ledo engano. Um livro por vez é o indicado. Curta a história, entregue-se aos pensamentos e aproveite este momento (já ouviu dizer que ler é uma “viagem”?). Preocupe-se em manter um dicionário por perto, para poder consultar todas as palavras que não fazem sentido para você. Fazendo isto, além de compreender o que está lendo, a expressão passará a fazer parte do seu vocabulário. Escreve bem quem lê muito e escreve melhor quem lê e escreve muito. Assim como o esporte, a leitura e a escrita devem ser exercitados. Quanto antes você começar, mais rápido atingirá o seu objetivo e lembre-se: o vestibular vem aí. Você está preparado para a redação?Por Marla RodriguesEquipe Brasil Escola

reflexões e diálogo

QUESTÕES PARA REFLEXÃO E DIÁLOGO

“Lemos para fazer perguntas”Franz Kafka”Mas quem deverá ser o mestre? O escritor ou o leitor?”Denis Diderot
1. Somos leitores porque a escola assim nos formou, ou nos tornamos leitores à revelia da escola?2. Diversidade de textos, de estratégias, objetivos de leitura e até “didatismo” são necessários para a formação do leitor. Como conciliar tudo isso ao prazer, `a liberdade do indivíduo fazer suas escolhas de leitura?3. Ana Maria Machado diz que “Ninguém tem que ser obrigado a ler nada. Ler é um direito de cada cidadão, não é um dever. É um alimento do espírito. Igualzinho á comida. Todo mundo precisa, todo mundo deve ter a sua disposição – de boa qualidade, variada, em quantidades que saciem a fome. Mas é um absurdo impingir um prato cheio pela goela abaixo de qualquer pessoa. Mesmo que se ache que o que enche prato é iguaria mais deliciosa do mundo.”Monteiro Lobato dizia que obrigar alguém a ler um livro, mesmo que seja pelas melhores razões do mundo, só serve para vacinar o sujeito para sempre contra a leitura. Será? Muitos livros de literatura se não forem vistos na escola, pode ser que no decorrer da vida não os sejam mas lidos. Muitos deles requerem uma leitura compartilhada ( mais dirigida) ou por serem mais densos, ou mais complexos, enfim, associar a literatura sempre ao prazer como muitos assim o desejam nem sempre é possível. Ou será? 4. Cabe à escola trabalhar a leitura em todos os sentidos, mas cabe também às famílias dar início a esse processo. Será que escola também precisará incentivar e orientar esses pais sobre a necessidade da leitura desde bem cedo?5. Somos todos leitores? Que livros cada um de nós está lendo no momento? Se queremos formar, precisamos gostar de ler, precisamos ler e muito...MAIS INDAGAÇÕES...“Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do fato estético. O que são as palavras dormindo num livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez ”.
Jorge Luís Borges
Por que a leitura de livros na escola?Quais livros?Quem forma o leitor na escola?Como incentivar o aluno a ler por prazer?Como despertar e garantir o interesse pela leitura?A leitura literária deverá sempre ser prazerosa?A leitura literária deve ser livre ou imposta?Como garantir a leitura sem que se imponha, sem que haja cobranças?Será que as atividades de leitura são suficientes para garantir o interesse e o prazer?Freqüentar a biblioteca da escola, criar uma biblioteca de classe, facilitar o acesso aos livros, pensar em atividades que possam fisgar o leitor, entre outras propostas, levará nosso aluno a ser um leitor mais autônomo e crítico? Será que nosso aluno sabe o que é ler, por que ler, para que ler, quando ler, como ler em cada uma das disciplinas?Nosso aluno lê um livro literário para uma outra disciplina que não seja Português?Há muitas outras indagações que gostaria de refletir, discutir e traçar caminhos com você, caro leitor. Já nos ensinava Franz Kafka “Lemos para fazer perguntas”, mas para que isso aconteça é preciso ler, ler, ler; refletir, discutir, formular hipóteses, percebendo que em cada texto há uma visão do mundo de seu autor, em cada leitura carregamos nossas experiências e vivências, tentando formar nossa própria visão de mundo. Enfim, quero dar continuidade a estas e outras indagações sobre a importância da leitura na escola, e em particular - a leitura literária.